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Para Famílias6 min de leitura

Gerenciando Suas Próprias Emoções como Cuidador

Quando você está focado em cuidar de alguém com câncer, suas próprias emoções podem parecer secundárias. Mas elas também merecem atenção.

Quando alguém que você ama tem câncer, o foco naturalmente se volta para essa pessoa — o tratamento, o conforto, as necessidades dela. Mas debaixo da superfície, você está carregando sua própria tempestade. Medo, raiva, tristeza, culpa, frustração, impotência — esses sentimentos estão constantemente girando, e muitas vezes os cuidadores os empurram para baixo porque sentem que suas emoções não são prioridade.

Suas emoções são válidas. Cada uma delas. Você tem o direito de sentir medo. Tem o direito de sentir raiva — do câncer, da injustiça, até do seu ente querido em dias particularmente difíceis. Tem o direito de sentir luto pela vida que tinha antes do diagnóstico. Reconhecer esses sentimentos não é fraqueza; é o primeiro passo para gerenciá-los.

A culpa é a companheira silenciosa de todo cuidador. Você sente culpa por estar cansado. Culpa por querer uma pausa. Culpa por aproveitar algo enquanto seu ente querido sofre. Culpa por às vezes desejar que tudo simplesmente acabasse. Essa culpa é quase universal entre cuidadores, e não faz de você uma pessoa ruim. Faz de você um ser humano em uma situação impossivelmente difícil.

Encontre uma saída segura para seus sentimentos. Pode ser um diário, um terapeuta, um amigo de confiança ou um grupo de apoio para cuidadores. Ter um espaço onde você pode ser completamente honesto — onde não precisa ser corajoso ou otimista — é essencial para sua sobrevivência emocional. Você precisa de pelo menos um lugar onde possa dizer "isso é tão difícil" sem se preocupar em sobrecarregar alguém.

Fique atento a sinais de depressão e ansiedade. Tristeza persistente, incapacidade de dormir ou dormir demais, perda de interesse em coisas que costumava gostar, dificuldade para tomar decisões, sintomas físicos como dores de cabeça ou problemas estomacais — podem sinalizar que sua carga emocional se tornou mais do que você pode carregar sozinho. Não há vergonha em buscar ajuda profissional. Na verdade, é uma das coisas mais corajosas que você pode fazer.

Pratique pequenos momentos de autocompaixão. Fale consigo mesmo da maneira como falaria com um amigo na sua situação. Você diria a um amigo que ele é egoísta por precisar de descanso? Diria que os sentimentos dele não importam? Claro que não. Estenda essa mesma gentileza para dentro.

Lembre-se de que cuidar da sua saúde emocional não é separado do ato de cuidar — faz parte dele. Quando você cuida do seu mundo interior, se torna um companheiro mais firme, presente e compassivo para a pessoa que ama. Você não pode dar de um poço que secou.

Seus sentimentos importam. Você importa. Não apenas como cuidador, mas como pessoa.

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